Os estabelecimentos comerciais já estão todos enfeitados e , as lojas, cheias de produtos pra vender. Vou no Walmart , compro os produtos da semana e....uma caveira, uma vela, um espantalho! kkkk. Super normal!
Pão de Morto então, desbancou o "bolillo"e todas os outros 900 tipos de pães. Reina absoluto. Um amigo me perguntou se se equipara ao Carnaval. Eu acho que supera, porque, o envolvimento não se limita a uma região ou classe social. É geral! Agora faz todo sentido do mundo a data ter sido reconhecida como Patrimonio da Humanidade pela Unesco, em 2003.
Os mexicanos têm uma visão muito particular sobre a morte. Para eles, o
pior que pode acontecer a alguém é cair no esquecimento. Por isso,
celebram seus antepassados com festa e alegria: manter viva a memória
deles é o modo mais adequado de honrá-los. E, já que é assim, os mexicanos ficam à vontade para brincar com a
morte. Um ditado popular ensina: "La muerte está tan segura de
alcanzarte, que te da toda una vida de ventaja” (a morte tem tanta certeza de que vai te pegar, que te dá uma vida inteira de vantagem).
Autêntica celebração da vida!
E...continuando nossa série, hoje é dia de contar pra vocês que, nesse dia, tem festas, e alguns mexicanos não se contentam em ficar dentro de casa com seu altar de mortos...Eles vão festejar junto com seus entes queridos que se foram. Onde? Macabro, mas no cemitério! Eu assustei um pouco, e não me senti muito confortável com essa informação.
Na noite do dia 1. de novembro, ninguém dorme aqui. Nos povoados e cidades há musica no cemitério, velas, e comidas sobre as sepulturas. (Lembram, o que eu falei anteriormente? Data pra se comemorar, xô tristeza!). As tumbas ficam decoradas e os VIVOS levam oferendas aos mortos!
Entre 31 de outubro e 1º de novembro, os mexicanos celebram as almas que
morreram quando crianças, no Día de los Angelitos, ou anjinhos. Já o
dia seguinte é dedicado a quem foi para o outro mundo durante a vida
adulta.
Muitos dos antepassados preferem comparecer de forma espiritual
mesmo, afinal de contas, eles já estão no outro plano e largaram
completamente as coisas materiais. Mas há quem apareça em carne e osso.
Ou melhor, só ossos.
Essa parte é pros corajosos e destemidos! É que algumas famílias têm o costume de abrir os túmulos, retirar os mortos de lá e limpar os restos mortais deles. E depois colocam os mortos nas tumbas para mais um ano de descanso, claro. Para eles, limpar os ossos do morto é a demonstração máxima do
amor que ainda sentem. Após a limpeza os ossos são devolvidos ao túmulo.
Antigamente nas pequenas cidades do México, as pessoas tinham o hábito
de enterrar seus familiares embaixo de suas casas, na intenção de fazer
com que independente de para onde fossem suas almas, permanecessem
fazendo parte da família.
Hoje em dia, como esse tipo de coisa não acontece mais, nesta data as
pessoas fazem reuniões familiares em cemitérios, para comemorar!
E pasmem! Fazem pic nic no cemitério!
Entendam gente, eles não ficam felizes que a pessoa se foi, longe disse, eles respeitam! É tudo muito, muito respeitoso. Não existe brincadeirinhas! As celebrações ocorrem em clima de paz e confraternização.
As celebrações acontecem em quase todo o centro e sul do país.
Esse video da Cerveza Victoria é curtinho, mas mostra bastante da festa e vai dar pra vocês terem uma idéia da dimensão da coisa. Não pulem não assistam, é surreal! :
E também em Mixquic, no DF, a dança, MUITO interessante:
A festa dos mortos afeta vários aspectos da sociedade mexicana. Os
jornais ficam cheios de charges e quadrinhos de esqueletos. As lojas abarrotadas de produtos. E também são
comuns as peças de teatro que contam a história de "Don Juan Tenorio" , drama escrito pelo espanhol José Zorrilla y Moral, mas que aparece de várias formas na cultura latina.
Don Juan é um sujeito que vive para seduzir mulheres e lutar com
homens. Essa é uma parte da festa que talvez muitos brasileiros
conheçam: uma das versões da história de Don Juan é contada pelo turma
do Chapolin (e do Chaves), no episódio “A História de Don Juan Tenório“.
Uma frase clássica desse episódio é de Ramón Valdés, o Seu Madruga, que canta para os mortos, no cemitério: “não tava morto, só andava falecido”. (HAHAHAHAHA, gente, eu amava esse episódio!)
Frase, inclusive, que parece refletir bem o que significa a morte na cultura mexicana.
Em algumas regiões as festas são mais tradicionais, mas
todos param para celebrar a data. No vale de Toluca, por exemplo, a
70 quilômetros da Cidade do México, é realizado
um mercado muito especial: o dos doces para a oferenda aos mortos. São
mais de 70 famílias que nestas datas fabricam, e vendem, caveiras
de açúcar ou chocolate, passarinhos de sementes de abóbora,
pratos com comida, esqueletos e uma grande variedade de figuras. Ou seja, festa em todo país.
Eu sei que os meus amigos mais céticos, mais religiosos, e principalmente os ateus vão achar isso tudo uma fanfarronice. Mas o fato é que quase todo mundo , eu, não tem serenidade para conviver com a idéia de que tudo acaba quando morrremos. É muito pequeno! E ainda que acabasse , temos nossa CPU particular, fotos, gostos, lembranças. Então, por que não fazermos uma festa onde se supões aqueles queridos estão aqui com a gente? Se não vierem ok! Se vierem , ótimo! Eu graças a Deus, não tenho ainda muito quem chamar, então vou convidar meu avô, minha bisa, os avós do meu marido e Frida e Diego! (quem sabe eles aceitam o convite né?...).
A morte aqui, passa a ser assunto, não é algo assunto proibido. Crianças na festa, nos cemitérios, fantasiadas nos túmulos... A morte faz parte da vida! De todos nós, queiramos ou não.A unica certeza que temos. Aqui acredita que as crianças lidam muito bem com a resposta nua e crua , sobre a morte. Ninguém deve virar estrela por essas terras....rs
Eu sei que os meus amigos mais céticos, mais religiosos, e principalmente os ateus vão achar isso tudo uma fanfarronice. Mas o fato é que quase todo mundo , eu, não tem serenidade para conviver com a idéia de que tudo acaba quando morrremos. É muito pequeno! E ainda que acabasse , temos nossa CPU particular, fotos, gostos, lembranças. Então, por que não fazermos uma festa onde se supões aqueles queridos estão aqui com a gente? Se não vierem ok! Se vierem , ótimo! Eu graças a Deus, não tenho ainda muito quem chamar, então vou convidar meu avô, minha bisa, os avós do meu marido e Frida e Diego! (quem sabe eles aceitam o convite né?...).
A morte aqui, passa a ser assunto, não é algo assunto proibido. Crianças na festa, nos cemitérios, fantasiadas nos túmulos... A morte faz parte da vida! De todos nós, queiramos ou não.A unica certeza que temos. Aqui acredita que as crianças lidam muito bem com a resposta nua e crua , sobre a morte. Ninguém deve virar estrela por essas terras....rs
Então, vou me jogar nas comemorações!!! De concurso e feitio de altar até pintar o rosto de Catrina...e conto depois, tudo pra vocês!
Wrote by Melissa Lima









