BRASILEIRICES em qualquer lugar do mundo!






Uma das coisas que me arrependo, foi não ter viajado mais pelo Brasil antes de vir morar fora. Eu conheci apenas SP, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas e Bahia. Não conheço nem o Rio de Janeiro – motivo de choque total quando conto isso por aqui.

Hoje em dia, quando vou ao Brasil, o tempo é curto e a prioridade é ver as pessoas queridas e não “turistear”, de forma que o sonho de mostrar meu país para meus filhos vai ficando distante.


Então, uma das coisas bacanas que acontece quando se mora fora do nosso país, é que vamos conhecendo gente de todo Brasil, mundo afora, e acabamos formando a comunidade brasileira local. 






É aí que vem as brincadeiras, mistura de sotaques, de sabores, de estilos, que tornam nossa vida mais rica, mais gostosa. Literalmente. Porque a amiga de MG nos ensina a fazer o melhor pão de queijo das nossas vidas, a amiga de Manaus nos convida para o cuscuz no café da manhã, a gaúcha nos mostra o que é um carreteiro autentico depois da churrascada, é amigo que vem de Norte a Sul do país e nos ensina, do outro lado do continente, a valorizar nossa terra, nossos costumes. E rola muita picanha, bolo de fubá, feijoada, brigadeiro, para manter nossos sabores...

Meus filhos aprendem costumes, sotaques e modismos, sem preconceito, sem bairrismo, com bom humor e diversão. No meio da brincadeira falam “bizzcoito”, “aquele trem”, “tu tá doido so”, “orra meu”, “ó xente”, “chama os guris, moleques, cabras, piás, meninos – para brincar”.





A gente abre a cabeça e joga fora os estereótipos (e paulista tem tanto preconceito como sotaque, “quase nada”), aprende sobre culinária, hábitos, costumes, se dá conta da beleza, da riqueza que é nossa pátria, ao ver tanta gente diferente, loira, morena, gorda, magra, alta, baixa, com cara de índio, mulato, mameluco, de europeu ou de gringo, falando português, recriando nossa brasileirice em terras estranhas.

E descobre que tudo isso nos faz o povo lindo, capaz de se reinventar, de ser feliz, de ser brasileiro em qualquer lugar do mundo. Não pude passear ou mostrar cada pedacinho de terra brasileira, mas a cada brasileiro bacana, que conheço fora de casa, conheço o melhor, o que torna aquela regiao de onde veio, única, com sua gente, seus costumes e cultura.


E as vezes a gente faz bulling, faz de conta que isso é melhor do que aquilo, chama todo mundo que esta acima de MG de baiano e logo lembra que fechar a mente é burrice e aprende a expandir, ver fora da caixa, dá risada, leva bronca e entende pq todo mundo tb zoa o paulista...




Escrito por:




Fabiana Giannotti, brasileira radicada no México desde 2008.. Adoro escrever, conversar, fazer novos amigos, viajar. Me considero afortunada por viver no México, aprender a respeitar e conhecer essa bela cultura. Conhecer, adaptar-se, aprender, mudar, acostumar, respeitar, amar o diferente são algumas coisas que descobri nos últimos anos, além do fato que, por mais perfeito que seja o plano tudo pode mudar de repente...


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