Especial "Dia del Amor" - Flávia & Alejandro.

“Quizá no fue coincidencia encontrarme contigo  

Tal vez esto lo hizo el destino”  



Passamos 14 dias contando histórias de amor e amizade, foram dias realmente especiais e me sinto orgulhosa da participação de quem enviou e de quem seguiu cada uma delas. Hoje eu encerro este capítulo contando a minha história e a do Alejandro. 



Para contar a minha história eu preciso voltar ao principio, mas não minha e sim na de todos que passam a vida buscando por algo chamado: AMOR! 
O amor é como um Marlim Azul, sim o peixe! O Marlim é um dos peixes mais lindos, que vive em águas profundas e é muito difícil de se pescar. os bons pescadores, os mais persistentes é que conseguem. Ele é diferente, mas é um peixe como outros e várias vezes confundido com o peixe espada, por exemplo. 





Como no amor igual que com o Marlim, requerer persistência, habilidade para encontrá-lo. E no caminho, muitas vezes iremos nos confundir acreditando, se iludindo com falsos peixes/amores.  
Agora posso voltar a parte que me cabe... 
Eu passei anos da minha vida de barco em barco, de mares em mares e cada vez que acreditava ter encontrado o Marlim, não era! Fui mordida por tubarões, engana por peixe palhaço. Até que resolvi sair do mar e voltar para a terra 






Desacreditei no amor, desisti dele! Acreditei fielmente que ele não foi feito pra mim. Foi então que resolvi tirar do fundo do meu coração um sonho e realiza-lo. Eu precisa reencontrar uma pessoa, uma pessoa que eu havia perdido a muito tempo. A Flávia 
O meu sonho era morar em Buenos Aires, sonho que eu carregava desde meus 11 anos. Aos 24 com mala e cuia e bem pouco dinheiro eu entrei em um ônibus e fiz mais de 24 horas viagem 





Cheguei em agosto acompanhada de muito frio, e lágrimas nos olhos. Eu sabia que ali em diante eu poderia ser EU. 
Muitos repetem sem pensar que não devemos nos arrepender do que fazemos e sim do que não fazemos... Mas eu penso diferente, eu me arrependo sim! De muitas coisas que fiz antes daquele agosto. Porque foram as minhas boas escolhas, que me fizeram chegar ali, e não as más.  
Eu fui morar em um hostel, era conhecido por ser o mais divertido da cidade, bem localizado e cheio de brasileiros. Em menos de 2 semanas eu dominava” a cidade, andava quilômetros sem me perder, conhecia gente de várias partes do mundo e consegui um trabalho de hostess em um restaurante, ganhava o suficiente para pagar minha hospedagem e comida. Eu tinha um bordão, este repetido sem parar por quem me conhecia: “Que locuraaaa”. 




Meus dias passavam lentamente como o inverno, eram intensos como o frio. Eu entrei no ritmo de festa, como diria o Silvio Santos e saía de uma balada entrava em outra. Até que em uma segunda-feira chuvosa, daqueles dias que amo, aparece um mexicano no hostel. Ele veio fazer uma favor a um amigo, veio buscar alguns hóspedes e levá-los para conhecer a cidade 
Neste meio tempo ali esperando, ele todo desinibido me convidou para uma cerveja, papo vem e vai ele me adicionou no facebook. Todos naquela noite iriam para uma festa, mas resolvi não ir.  
Eu não vi nele possibilidade alguma de relacionamento, futuro (ele também não...). Ele me escreveu no dia seguinte, seguinte até que na quinta-feira aceitei tomar vinho. Conversamos e ele me pareceu uma pessoa totalmente oposta a minha, tudo o que eu nunca busquei, o que eu diria que não se encaixaria. Mas senti confiança, respeito, carinho imediatamente 



Ao terminar nosso encontro ele me deu um quadro da Virgem de Guadalupe, e me disse que eu deveria voltar para devolver. Dito e feito 
Eu voltei, e começamos uma relação. E bem pouco tempo depois estávamos vivendo juntos. Eu fiquei com medo de contar para minha família (estou fazendo isso agora) e esperei 6 meses depois para dizer que eu tinha um novo namorado. E aos poucos fui percebendo que apesar das diferenças éramos bem parecidos. Amávamos Argentina, futebol, política, festas... E contei aos meus pais quando soube que estava apaixonada. Isso porque me apaixonei diariamente e não imediatamente 




Ele morava na Argentina para fazer uma especialidade, e não era segredo que assim que terminasse ele voltaria para o México. Eu não queria vir, nem ir embora de . Mas o podia mais viver longe dele. Acabei vindo... 
Chegamos à Villahermosa (nem Villa nem Hermosa), faz demasiado calor e percebi que teria muitos problemas para me adaptar. Resolvemos nos casar e em 40 dias meus marido organizou nosso casamento civil e dois dias depois nos mudamos para Playa del Carmen. Viemos com a cara e a coragem, sem trabalho, casa. Mas aos poucos tudo foi se organizando. Hoje somos uma família fortalecida e feliz. 



Estes anos passaram e eu não havia me dado conta que o amor estava presente na minha vida, que eu tinha encontrado o peixe certo, que estava tão preocupada em buscar que não enxergava o que tinha
Para minha surpresa o simbolo da cidade é o Marlim Azul... E foi aquí sentada na praia, que enxerguei o meu Marlim se apóximando com o amor da minha vida nos braços... Federico nosso peixinho! 
O Marlim existe e ele se chama Alejandro! 

Todos temos nosso Marlim... Acredite no amor, seja um bom pescador... Persista!   

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1 comentários

  1. Adoro essas loucuras que fazemos na vida. Dessas de que, quando tá tudo errado, temos que começar do zero. Adorei sua história, Flávia. Beijos

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